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Trabalhos de EV relativos aos Santos Populares

Trabalhos de EV relativos aos Santos Populares

Junho é por cá conhecido como o mês dos santos populares, com arraiais e diversão por todo o país nas noites de Santo António, de S. João e de S. Pedro. Festas de grande animação, em que o povo sai à rua para comer, beber e dançar com cheiro de manjericos, bonitos balões coloridos e alegres marchas populares.

Mas as festas, romarias e arraiais não são apenas isso. São provas de fé de um povo crente, são a fuga alegre a um dia a dia atarefado, são o encontro de toda uma vizinhança, são a prova de que as tradições perduram.

A origem

A tradição dos Santos Populares existe em vários países e está historicamente relacionada com a antiga celebração pagã do solstício de Verão, (ou de Inverno, no caso do hemisfério sul), em homenagem ao Deus do Sol em comemoração das colheitas. Esta celebração, que por norma acontecia dia 24 de Junho acabou por ser adoptada pelo cristianismo durante a idade média, e passou a ser a festa de São João Baptista.

A origem das marchas populares pode remontar às danças populares associadas à festa das Maias e, que por serem consideradas pagãs, foram proibidas por D. João I, ainda no século XIV, mas sem um êxito efetivo, transferindo-se para os bailes de quinta-feira da espiga. As marchas, tal como as conhecemos hoje, foram instituídas durante o Estado Novo, em 1932. Neste ano, Em 1932 foi instituído um prémio para a melhor marcha do ano. Nesse ano participaram seis bairros, mas apenas três concorreram ao prémio. No ano seguinte concorreram 12 bairros, tornando-se as marchas na maior manifestação etnográfica dos festejos de Santo António, com desfiles e exibições na Avenida da Liberdade. 

Tal como as Noivas de Santo António, que surgiram em 1950 por iniciativa do Diário Popular e que, ao mesmo tempo que ajudava os “casais pobres” promoviam as casas comerciais que patrocinavam o evento, interrompidas após o 25 de Abril. Foram depois retomadas por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.

A tradição 

Nos bairros mais típicos e antigos, as ruas são decoradas com grinaldas de flores, balões e lanternas feitas em papel colorido, criando um ambiente alegre repleto de cores, luzes e música, a que se mistura o fumo das fogueiras e das sardinhas assadas na brasa, abafando o cheiro dos manjericos pendurados em cada janela. À noite, toda a gente sai à rua, fazendo o arraial. Nas esplanadas improvisadas, as sardinhas fazem-se acompanhar pelo caldo verde, pão com chouriça e vinho tinto.

O manjerico, também conhecido como “erva dos namorados”, é um dos principais atributos destas festas. Manda a tradição que os rapazes comprem um pequeno vaso de barro com um manjerico, a que se juntou recentemente um cravo de papel e uma bandeirinha com uma quadra para oferecer às namoradas, numa prova de amor ou numa tentativa de conquista.

"Santo António a treze de Junho
Com marchas de encantar,
A vinte e quatro o S. João
A vinte e nove S. Pedro a terminar."

Cheira bem, cheira a Lisboa!

No dia 13 festeja-se o dia de Santo António, padroeiro secundário de Portugal e padroeiro principal de Lisboa. É tido como um santo alegre e bonacheirão, que favorece as moças solteiras arranjando-lhes casamento, sendo por isso também conhecido como o santo casamenteiro. . No dia 13 de Junho é feriado municipal em Lisboa e é nesta altura que se celebram os Casamentos de Santo António e que saem à rua as tradicionais marchas populares de Lisboa.

E se por Lisboa existe o desfile das marchas populares na Avenida da Liberdade, bem como a celebração dos casamentos na Igreja de Santo António, com sabor a sardinha no pão e cheiro a manjerico na mão, pelo Porto existem os martelinhos e o alho-porro. No dia 24 festeja-se então o São João. Este dia é feriado municipal no Porto.

São João, São João dá cá um balão para eu brincar!

"No Porto, a festa é idêntica em cor e alegria ao longo dos bairros mais tradicionais, como Miragaia, Fontainhas, Ribeira, Massarelos e outros. Mas o Porto tem ainda outros usos e costumes: se antigamente os foliões batiam com alho-porro na cabeça dos companheiros, hoje usam martelinhos de plástico com o mesmo fim; por outro lado, além do feérico fogo-de-artifício que é lançado à meia-noite em pleno rio Douro, no Porto também se lançam coloridos balões de ar quente, numa das mais bonitas celebrações destes festejos populares. A noite acaba para muitos junto à praia, para ver nascer o sol ou para um banho matinal, como manda a tradição.”

Cidália Loureiro

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26/06/2020 - 10:00
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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